Tão segura, elegante. Sedutora. Sempre carregava um sorriso discreto no rosto e um olhar penetrante. Sentava-se em uma mesa, sozinha. E se perdia em sonhos entre um drink e outro.
O belo vestido vermelho delineava seu corpo que parecia ter sido cuidadosamente esculpido. Pernas cruzadas, salto alto, graciosa. Sem fazer alarde atraía olhares naquele restaurante muito bem frequentado.
E era assim que ela mascarava suas feridas. Escolhia uma inocente figura e como se fosse um anjo, delicadamente a envolvia em sua sedução. E como quem não tem intenção alguma ela aprisiona a alma desavisada em paixão e luxúria.
Depois de satisfeita, beija inocentemente, sorri e sai. Volta para casa, lava o rosto e entre seus lençois de seda e sua solidão sente profundamente seu espírito sangrar depois de mais uma noite vazia de lascívia.
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O mesmo texto que publiquei no phlog. Até que minha criatividade não está me decepcionando...